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MMM apoia Manifestação de dia 2 de Março. Juntem-se à onda lilás!

Sexta-feira, 22.02.13

Manifestação dia 2 de Março:

 

Que se Lixe a Troika, o Povo é quem mais Ordena!

 

Ponto de Encontro Feminista, Lisboa, 15h30: junto ao edifício da PT em Picoas

Traz vestido algo de cor lilás e junta-te!

 

      

 

Todos os dias ouvimos falar na “crise” e na “inevitabilidade” da austeridade e todos os dias a sentimos nas nossas vidas, nas nossas casas. A propósito da “crise”,criada pelo mundo da finança e aplicada pelos governos a seu mando, já nos mandaram emigrar, já nos chamaram piegas, já disseram que temos vivido acima das nossas possibilidades, já disseram que éramos cigarras…

 

Dizem-nos que o trabalho não é um direito, que a precariedade é inevitável. Que é“natural” e “inevitável” que nos despeçam, nos recusem um emprego ou o acesso a determinado posto por podermos vir a engravidar, ousarmos pensar em ter crianças, sermos mães. Dizem-nos que até é bom o regresso ao lar, afinal as mulheres hoje já não estão bem consigo, com a sua vocação, a sua natureza.

 

Dizem-nos que é “natural” e “inevitável” termos, por sermos mulheres, muito mais probabilidades de trabalhar na economia informal ou de receber um salário inferior ao que auferiríamos se fossemos homens. Dizem-nos que a violência doméstica é uma fatalidade, afinal quem não sai da relação é porque não quer, se não tem autonomia financeira é porque não quer trabalhar, ou trabalha pouco.

 

Cortam brutalmente nos serviços públicos e esperam que sejamos nós, as mulheres, a assumir, em trabalho não pago, o que entendem não ser bem público: a saúde, a educação, a protecção social, o cuidado dos/as idosos/as.

 

É suposto ainda acharmos “natural” e “inevitável” que, associado às políticas neoliberais, esteja um discurso profundamente conservador que pretende novamente tutelar os nossos corpos e a nossa autodeterminação.

 

A tudo isto respondemos: nada é inevitável. Todas estas situações são fruto de relações de poder, relações de força, interesses, perspectivas e escolhas. Sabemo-lo bem e não nos deixamos enganar.

 

As respostas a estes discursos e a estas políticas suicidas têm de passar pelos povos, pelos milhões de mulheres e homens que vivem diariamente esta crise e que não vislumbram futuro. É pela denúncia, pela recusa, pela mobilização que passa a solução. Uma solução verdadeiramente transformadora e emancipatória, na qual as mulheres têm um papel fundamental.

 

A MMM apela a todas as cidadãs e todos os cidadãos que queiram ser parte dessa solução a divulgar; mobilizar e participar na Manifestação do próximo dia 2 de Março, convocada por um conjunto alargado de pessoas sob o lema Que se Lixe a Troika ! O Povo é quem mais ordena ! Haverá manifestações por todo o país (mais informação aqui) .

 

Em Lisboa, ponto de encontro feminista às 15h30, junto ao edifício da PT em Picoas. Apelamos a que se juntem a nós vestidos/as com algo de cor lilás. Juntar-nos-emos depois àos/às companheiros/as da Maré Arco Iris http://www.facebook.com/events/169962236484560/?ref=ts&fref=ts

 

No dia 2 de Março, junta-te à onda feminista e ao protesto popular que irá mobilizar milhares de cidadãs e cidadãos.

Feministas somos e seremos, para escravas/os não sermos!

 

Evento facebook aqui http://www.facebook.com/events/566423840034711/?ref=ts&fref=ts

 

Informações sobre a manifestação de dia 2:

Texto de apelo | Concentrações / Manifestações

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Manifestação convocada pela CGTP, 16 Fev, Contra a Exploração e o Empobrecimento

Sexta-feira, 22.02.13

Clique na foto para ver o álbum

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publicado por: Mulheres em Marcha

Por uma perspectiva de género na auditoria cidadã à dívida pública

Quinta-feira, 14.02.13

A Campanha Feminista Anti-Austeritária , da Marcha Mundial das Mulheres, levou ao I Encontro Nacional da Iniciativa por uma Auditoria Cidadã(IAC), "As crises não pagam dívidas", realizado em Lisboa a 19 de janeiro de 2013, o documento "Pela inclusão de uma perspectiva de género na auditoria cidadã à dívida pública".

 

O texto começa por afirmar que a crise "financeira", economica e social é genderizada nas suas raízes e nas suas consequências. Com efeito, os dados salientados no documento mostram nao so que as mulheres enfrentaram esta crise numa situação de particular vulnerabilidade como o facto das politicas de austeridade agravarem essa desigualdade e de terem de resto impactos especificos sobre as mulheres.

 

De seguida, o documento evidencia várias iniciativas feministas realizadas ao longo do ultimo ano denunciando a chantagem feita em torno da "dívida" e alertando para a necessidade da inclusão de uma perspectiva de género na análise destes discursos e políticas. Iniciativas de resto muitas vezes construidas com e/ou abraçadas por outros movimentos sociais.

 

Por fim, situa o processo de auditoria cidadã à divida publica face a estes factos e o desafio assumido pela IAC de realização de uma auditoria integral à dívida pública, para avaliar a legalidade, a legitimidade e a sustentabilidade económica, social e ambiental dos compromissos assumidos, directa e indirectamente, no âmbito do processo de endividamento do Estado português.

 

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