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Huelga General - 14 de Novembro

Sexta-feira, 16.11.12

Clica na foto para veres algumas imagens da Greve Geral no Estado Espanhol, a 14 de Novembro. O dia 14 de Novembro foi dia de Greve Geral de dimensão europeia e com contornos internacionais. Uma greve geral inédita, com forte adesão, contra o regime de austeridade, a troika e troikistas.

Milhares de feministas mobilizaram-se por toda a europa porque sabemos que austeridade é sinónimo de desigualdade, pobreza, desemprego, precariedade, violência(s), autoritarismo, prejudicando a grande maioria das populações. Também sabemos que as mulheres são as principais afectadas por estas políticas de empobrecimento. E também sabemos que somente seremos livres quando acabarmos com o sistema capitalista e com o sistema patriarcal . Juntas, podemos!

 

Huela General - 14 Nov

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Encontro de Mulheres nos Mosteiros

Sexta-feira, 16.11.12

Adquirido nas últimas décadas é direito no presente a conservar no futuro
Conversa de Grupo nos Mosteiros
16 de Novembro 2012

 

16 Nov- Açores

(Clique na foto para ver mais)

 

Um mar bravio muito azul mexia revolto de espuma nas costas dos Mosteiros, numa tarde de sol suave e temperatura fria.

 

A reunião decorreu no Centro Paroquial, num salão preenchido, num lado, por um palco a toda a largura e no outro lado, um vasto espaço com sofás junto à parede, cadeiras e mesas que juntamos para nos reunirmos todas na Conversa de Grupo sobre o impacto da crise na vida das mulheres.


No palco ficou exposta a “nossa” manta, da Marcha Mundial das Mulheres, de 2005, então confeccionada por mulheres nos Açores. No lado oposto ficou uma faixa da Marcha de 2010 e o lindo pano azul vindo de longe, das Áfricas onde também existem mulheres em marcha
Nos Mosteiros, onde a manta açoriana recebe agora um coração vermelho, tivemos a oportunidade de reunir com 15 mulheres, na sua maioria idosas com idades na escala dos 60 até aos 90, passando pelos 70 e 80 anos Na sua generalidade são mulheres viúvas e vivem com uma reforma ou pensão.


Zélia, 78 anos, Fernanda, 79, IIlda, 66, Conceição, 68, Aldina, 86, Fernanda Rego, 84, Maria da Luz, 80, Conceição, 73, Silvana, 73, Margarida, 7, Florinda, 84, Conceiçao Ferreira, 92 ,Lurdes, 81, Leoberta, 54, Fenanda Carreira, 45 anos é uma voluntária ativa do grupo.


É um grupo de mulheres idosas, que se reune todos os dias no centro paroquial, deslocando-se de suas casas, algumas a pé e outras de carro na carrinha da Associação da Juventude da Candelária.
Das suas vidas bem longas pôde captar-se alguns retalhos mais centrados no presente porque nem todas queriam falar do passado....

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Dia 14 de Novembro - GRRRREVE GERAL

Sábado, 10.11.12

 

 

Todos os dias ouvimos falar na “crise” e na “inevitabilidade” da austeridade e todos os dias a sentimos nas nossas vidas, nas nossas casas. A propósito da “crise” já nos mandaram emigrar, já nos chamaram piegas, já disseram que temos vivido acima das nossas possibilidades, já disseram que éramos cigarras…

 

Dizem-nos que o trabalho não é um direito, que a precariedade é inevitável. Que é natural, “inevitável” que nos despeçam, nos recusem um emprego ou o acesso a determinado posto por podermos vir a engravidar, ousarmos pensar em ter crianças, sermos mães. Dizem-nos que atéé bom o regresso ao lar, afinal as mulheres hoje já não estão bem consigo, com a sua vocação, a sua natureza.

 

Dizem-nos que é “natural” e “inevitável” termos, por sermos mulheres, muito mais probabilidades de trabalhar na economia informal ou de receber um salário inferior ao que auferiríamos se fossemos homens. Dizem-nos que a violência doméstica é uma fatalidade, afinal quem não sai da relação é porque não quer, se não tem autonomia financeira é porque não quer trabalhar, ou trabalha pouco. Cortam brutalmente nos serviços públicos e esperam que sejamos nós a assumir, em trabalho não pago, o que entendem não ser bem público: a saúde, a educação, a protecção social, o cuidado dos/as idosos/as.

 

É suposto ainda acharmos natural e “inevitável” que, associado às políticas neoliberais, esteja um discurso profundamente conservador pretendendo novamente tutelar os nossos corpos e a nossa autodeterminação.

 

A isto respondemos: nada é inevitável! É tudo fruto de relações de poder, relações de força, interesses, perspectivas, escolhas. Sabemo-lo bem e não nos deixamos enganar!

 

(Texto completo do panfleto da campanha e Manifesto europeu aqui http://mulherescontraausteridade.blogs.sapo.pt/tag/media )

 

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