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Banco de Portugal recebe saco com notas a dizerem "Resgastem as pessoas"

Quarta-feira, 17.10.12

Apesar da chuva, fizemos hoje uma acção em frente ao Banco de Portugal, representante do Banco Central Europeu em Portugal, para dizer bem alto: “A dívida dos Governos é com as mulheres, não com os bancos”. “Resgatem as pessoas e não a banca!”

 

Fomos por isso entregar um saco com notas equivalente a 3400 milhões de euros, montante despendido só nestes últimos dois anos com o BPN. Dinheiro que teria dado para construir, por exemplo, muitas creches e lares de idosas/os ou ainda fornecer muitos apoios domiciliários - o que contribuiria aliás substancialmente para aliviar todo o trabalho doméstico e não remunerado assegurado pelas mulheres e que se repercute, segundo dados da OCDE, em mais 4 horas de trabalho diário. Estes 3400  milhões de euros poderiam também ter criado milhares de empregos com direitos e pagar muitos subsídios de desemprego às milhares de desempregadas e de desempregados que não recebem qualquer apoio.

 

As notas que o BCE emite deveriam ser para financiar estas necessidades das mulheres e da população e investir na nossa economia , na educação, na saúde e em tantas outra áreas fundamentais e não para “resgatar” bancos  e o sector financeiro, responsável por esta crise e por  mais endividamento, mais pobreza, desemprego, precariedade, desigualdade salarial e a degradação abrupta das nossas condições de vida.

 

Hoje também dissemos que não aceitamos que o dinheiro investido reverta para o sector da defesa ou da administração interna , como o proposto no Orçamento de Estado de 2013, e que se corte, e recorte, no já de si débil sector da saúde ou da educação.

 

Nós mulheres dizemos : Não pagaremos a vossa crise! Mulheres europeias em Marcha contra a Austeridade, até que sejamos livres!

 

                             

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Hoje, 17 de Outubro, Mulheres residentes na UE dizem: Resgatem as pessoas, não a Banca!

Quarta-feira, 17.10.12

Hoje , 17 de Outubro, Dia Internacional pela Erradicaçao da Pobreza é também um dia de acção europeia no âmbito da Campanha Feminista Anti Austeritária . O foco: a Banca e  sector financeiro, grandes responsáveis por esta “crise” e contudo os primeiros a serem resgatados em detrimento da maioria das pessoas , nomeadamente  das mulheres, que todos o dia sofrem as consequências de politicas e de medidas de austeridade devastadoras, aumentando de resto os nossos níveis de pobreza.

 

Em Lisboa, vão ocorrer hoje duas acções – uma ao 12h30 em frente ao edifício central do Banco de Portugal e outra às 18h30 à entrada da Estação de Comboio do Rossio.

 

Em Coimbra, a Campanha promove a visualização do Documentário Donos de Portugal, às 21h30 na República Marias do Loureiro, seguido de debate.

 

Até já!

 

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Em Portugal, o memorando de entendimento com a Troika tem sido pano de fundo para a aplicação de sucessivos pacotes austeritários. As medidas previstas no Orçamento de Estado para 2013, anunciadas recentemente, são inaceitáveis pois aumentam as desigualdades e levarão a uma degradação das condições de vida. As mulheres, que são os rostos maioritários da pobreza, ficarão com estas medidas ainda mais pobres e, por isso, também mais vulneráveis à violência de género: os cortes nos gastos sociais do estado pressupõem sempre um incremento de trabalho doméstico e de cuidados não remunerados, em geral a cargo das mulheres; o aumento dos níveis de desemprego e da sua duração, da precariedade laboral, a diminuição dos salários reais, os cortes na protecção social, a degradação dos serviços públicos- na saúde (incluindo a sexual e reprodutiva) na educação - e diminuição dos equipamentos públicos de apoio a crianças e a pessoas idosas, a mercantilização do acesso a habitação própria, dificultarão em grande medida a autonomia das mulheres, especialmente as mais pobres.

 

O caminho que tem seguido pelo governo e pela Troika, está a saquear as nossas a vidas e os nossos direitos e a levar a nosso país a um estado de emergência tal que dão espaço à exploração laboral ou pressão para o regresso ao lar, colocando em causa mais de um século de conquistas nos direitos e de emancipação das mulheres. Reclamamos uma vida digna que coloque as pessoas no centro da vida. Denunciamos as políticas de austeridade que estão a ser alimentadas pelo sistema financeiro e impulsionadas a partir dos mercados financeiros e dizemos bem alto: o dever dos governos é resgatar as pessoas e não a banca.

 

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Vídeo do Lançamento da Campanha Feminista - em Lisboa

Segunda-feira, 08.10.12

 

Vídeo da autoria da Associação de Combate à Precariedade - Precários/as Inflexíveis, a quem agradecemos a cobertura.

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Manifesto da Campanha Europeia - O que nos une e o que nos move

Domingo, 07.10.12

Excerto do Manifesto Europeu da Campanha. O texto estrutura-se em torno de 7 eixos.

Podes ler o texto todo na secção Media (o documento está disponível em 4 línguas)

 

A dívida dos governos é com as mulheres, não com os bancos!

Marchamos por uma vida digna e sustentável!

 

Nestes tempos sombrios de austeridade, constatamos com indignação o agravamento das condições de vida das mulheres no nosso continente, especialmente no sul da Europa. Em muitos países europeus a crise económica foi usada para concentrar a riqueza e o poder em

poucas mãos, explorando ao máximo a força de trabalho, limitando práticas democráticas, reprimindo os movimentos sociais e de cidadania e aumentando o ódio e a divisão entre diferentes sectores da população.

 

A europa do capital está a saquear as nossas vidas e direitos, está a levar as nossas sociedades a um estado de emergência em que somos nós as mulheres as principais afectadas, tanto pelos cortes como pelas políticas conservadoras dos governos neoliberais que pretendem impor valores baseados no “regresso ao lar” e no modelo de família nuclear contra o que as feministas tanto têm lutado. Nós mulheres, sofremos de maneira diferente os efeitos das crises económicas e sociais porque nos encontramos diferentemente posicionadas nas hierarquias do poder económico, político, social, cultural e simbólico. A divisão sexual do trabalho expressa a hierarquização de tarefas ou de pessoas, assim como ideias ou representações sociais acerca das divisões técnicas do processo produtivo e as relações sociais que nele intervêm e que distribuem as e os trabalhadoras/es por diferentes actividades.

 

Reclamamos uma vida digna que coloque as pessoas no centro da vida, que ponha em destaque os cuidados perante uma economia que não é algo abstracto nem decisões longínquas, mas que determina e afecta o dia a dia da vida das pessoas. Vida que está em risco perante as políticas de austeridade impulsionadas a partir dos mercados financeiros que empurram os estados para resgatar a banca quando o dever dos governos é resgatar as pessoas.

(...)

Queremos democracia em todas as esferas de nossas vidas.

Nós, as mulheres, queremos controlar nossa vidas e construir uma sociedade mais justa, que acabe com o sistema capitalista e patriarcal, e que nos permita viver, nós e todos uma vida digna.

Feminismos como elementos centrais para soluções reais. É isto nosso compromisso.

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Outros temas:

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Fotos do Lançamento da Campanha em Lisboa

Domingo, 07.10.12

 

Mais fotos na seccção FOTOS. Até já!

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