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Dia 1 de Junho - Mulheres e Feministas Unidas-os contra a Troika! Manifestação Internacional

Quinta-feira, 30.05.13

Dia 1 de Junho , 16H em Entrecampos, Lisboa
      Manifestação Internacional "Povos Unidos contra a Troika"
 
A Manifestação de dia 1 de Junho resulta de um apelo do colectivo português "que se lixe a troika" a outros colectivos, organizações, movimentos sociais de toda a Europa para encontrarem um texto e uma data comum com vista à realização de uma manifestação conjunta. De uma reunião decorrida em Lisboa a 26 de Abril e na qual participaram activistas de diversos paises, resultou o apelo conjunto para a uma manifestação no dia 1 de Junho sob o lema - Povos unidos contra a Troika!
O texto de apelo à manifestação encontra-se aqui http://queselixeatroika15setembro.blogspot.pt/
Neste momento mais de 100 cidades em 12 paises europeus estão mobilizadas. Em portugal: manifestações em 18 cidades. E o numero continua a crescer, por toda a Europa!
 
Mulheres e feministas de toda a Europa estão envolvidas nestas mobilizações e sairão nesse dia à rua para , juntamente com outros movimentos, sindicatos, partidos, cidadãos e cidadãs, recusar o desastroso caminho que nos estão a impôr e afirmar bem alto que as alternativeis são não so possiveis como necessarias e urgentes e que estamos unidos-as para exigir que elas se tornem uma realidade da qual temos de ser parte.
 
A Coordenação Portuguesa da Marcha Mundial das Mulheres apela à ampla mobilização no dia 1 de Junho.
 
Excerto do manifesto da nossa Campanha Feminista Anti Austeritaria:
 "Esta “crise” criada pelo mundo da finança, e aplicada pelos governos a seu mando, espalha-se em Portugal e nos países do sul da Europa e os discursos que cá ouvimos são os mesmos que os povos de Espanha, de Itália, da Grécia ouvem todos os dias.

 

Todos os dias ouvimos falar na “crise” e na “inevitabilidade” da austeridade e todos os dias a sentimos nas nossas vidas, nas nossas casas. A propósito da “crise” já nos mandaram emigrar, já nos chamaram piegas, já disseram que temos vivido acima das nossas possibilidades, já disseram que éramos cigarras…

 

Dizem-nos que o trabalho não é um direito, que a precariedade é inevitável. Que é natural, “inevitável” que nos despeçam, nos recusem um emprego ou o acesso a determinado posto por podermos vir a engravidar, ousarmos pensar em ter crianças, sermos mães. Dizem-nos que até é bom o regresso ao lar, afinal as mulheres hoje já não estão bem consigo, com a sua vocação, a sua natureza.

 

Dizem-nos que é “natural” e “inevitável” termos, por sermos mulheres, muito mais probabilidades de trabalhar na economia informal ou de receber um salário inferior ao que auferiríamos se fossemos homens. Dizem-nos que a violência doméstica é uma fatalidade, afinal quem não sai da relação é porque não quer, se não tem autonomia financeira é porque não quer trabalhar, ou trabalha pouco. Cortam brutalmente nos serviços públicos e esperam que sejamos nós a assumir, em trabalho não pago, o que entendem não ser bem público: a saúde, a educação, a protecção social, o cuidado dos/as idosos/as.

 

É suposto ainda acharmos natural e “inevitável” que, associado às políticas neoliberais, esteja um discurso profundamente conservador pretendendo novamente tutelar os nossos corpos e a nossa autodeterminação.

 

A isto respondemos: nada é inevitável! É tudo fruto de relações de poder, relações de força, interesses, perspectivas, escolhas. Sabemo-lo bem e não nos deixamos enganar.

 

As respostas a estes discursos e a estas políticas suicidas têm de passar pelos povos, pelos milhões de mulheres e homens que vivem diariamente

esta “crise” e que não vislumbram futuro. É pela denúncia, pela recusa, pela mobilização que passa a solução. Uma solução verdadeiramente

transformadora e emancipatória, na qual as mulheres têm um papel fundamental"

 

Manifesto na integra aqui:

https://dl.dropboxusercontent.com/u/12873188/Folheto_Campanha_Feminista_Anti-Austerit%C3%A1ria.pdf

  

DIA 1 DE JUNHO - MULHERES E FEMINISTAS UNIDAS-OS CONTRA A TROIKA!

DIA 1 DE JUNHO - POVOS UNIDOS CONTRA A TROIKA!

Juntos-as Podemos e Conseguimos!

 

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1 de Junho - Povos Unidos contra a Troika!

Domingo, 26.05.13

A Marcha Mundial das Mulheres apoia a manifestação internacional de dia 1 de Junho cujo lema é Povos Unidos contra a Troika!

 

 

 

Dezenas de organizações , colectivos e movimentos por varios paises europeus apoiam e apelam à manifestação. Mulheres em Marcha contra a Austeridade. Juntos/as Podemos!

 

Informações sobre os diferentes pontos de encontros podem ser encontradas no blog do colectivo que se lixe a troika : http://queselixeatroika15setembro.blogspot.pt/

 

Aqui um excerto do apelo:

 

A Europa está sob um violento ataque do capital financeiro que se faz representar pela troika (FMI, BCE, CE) e pelos sucessivos governos que aplicam as políticas concertadas com estas entidades desprezando as pessoas. Sabemos que esta ofensiva aposta em vergar os povos, tornando-os escravos da dívida e da austeridade. Atravessa a Europa e também deve ser derrotada pela luta internacional.

Cada um de nós, em cada país, em cada cidade, em cada casa, com as suas especificidades, sente na pele as medidas que aniquilam direitos conquistados ao longo de décadas, medidas que agravam o desemprego, que privatizam tudo o que possa ser rentável e condicionam a soberania dos países sob a propaganda da “ajuda externa”. É urgente que unamos as nossas forças para melhor combatermos este ataque.

Sairemos à rua, em vários países, Portugal, Espanha, Grécia, Itália, França, Eslovénia, Inglaterra, Alemanha e outros países no próximo dia 1 de Junho: Povos unidos contra a troika
!

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Em marcha até que todas sejamos livres!

Quinta-feira, 07.03.13

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Iniciativas 8 de Março - Em Marcha até que Todas Sejamos Livres!

Quarta-feira, 06.03.13

  

 

LISBOA:

08h00/09h00 – Estação do Cais do Sodré

Distribuição de panfletos “Números e Contornos da Desigualdade”

12h00/12h45 - Largo do Calvario

Distribuição de Panfletos “Numeros e Contornos da Desigualdade”
13H30 - Largo do Chiado

Estaremos na concentração convocada pela União de Sindicatos de Lisboa /CGTP IN (infos aqui: http://www.uniaolisboa-cgtp.pt/ )
14h30 Chiado – Assembleia da Republica

Participaremos na marcha promovida pela União de Sindicatos de Lisboa/ CGTP IN rumo à Assembleia da Republica (infos aqui: http://www.uniaolisboa-cgtp.pt/ )

18h00 – Frente à Assembleia da Republica, São Bento

(Des)Construção do “Muro das Opressões”

 

A 9 de Março: iniciativas da Rede 8 de Março - Mostra de cinema feminista, debate, teatro e festa feminista. Infos aqui: http://rede8marco.wordpress.com/


COIMBRA (Iniciativa da UMAR Coimbra e da Republica Marias do Loureiro)

 

No dia 8 de Março

12h-16h Concentração na Praça 8 de Maio, Coimbra com instalações: "Percursos e lutas de mulheres" e "Avanços e recuos dos direitos das mulheres em Portugal"
18h as instalações estarão expostas no pop fresh (http://www.facebook.com/pages/Pop-Fresh/127969423936450?fref=ts)
24h - FEMFEST - Women rock on - com a DJ Tracy Vandal no pop fresh

Dia 9 de Março - organizado por Republicas

16h00 - República Pra-kys-tão
Sarau Feminista - música e poesia feminista
22h00 - República das Marias do Loureiro
Feminismos em debate com:
Adriana Bebiano - (CES/ FLUC - Estudos Feministas)
Lidia Fernandes - (Campanha Feminista Anti-austeritária)
Ana Mateus - (FLUC/ Marias do Loureiro)
01h00 - República Baco
Projecção de filme - "Dirty Diaries" - porno-feminismo
Evento em: /www.facebook.com/events/149433988551686/?notif_t=plan_user_invited

 

AÇORES

11h00/14h00 - Centro Comercial Solmar (de8 a 14 de Março)

Exposição de fotografia e uma mostra de vídeos sobre a Marcha Mundial das Mulheres e a Campanha Feminista anti-Austeritária (os vídeos são resultado da recolha de depoimentos de mulheres dos Açores sobre os impactos da crise na sua vida, recolhidos entre Outubro de 2012 e Março de 2013).
13h00 – Matriz de Ponta Delgada

Performance “O Muro das Opressões”(depende do estado do tempo)

Esta Campanha, da Marcha Mundial das Mulheres, é coordenada nos Açores pela Associação Novo Dia e pela UMAR e tem tido a participação da AIPA (Associação Imigrantes dos Açores), AJC (Associação Juventude da Candelária), Alternativa, APFSSM (Associação Planeamento Familiar de São Miguel e Santa Maria) APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, CAM Centro de Apoio à Mulher, Ilhas em Rede e Associação Norte Crescente.

 

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8 de Março - Declaração Internacional da Marcha Mundial das Mulheres

Quarta-feira, 06.03.13

 

Nós, mulheres do mundo, estamos a transformar a nossa dor em força.

 

Nós, mulheres de todos os povos, idades, classes e identidades sexuais, resistimos à crescente criminalização que pesa sobre nós, os nossos protestos e as nossas propostas. As ruas e os espaços públicos são nossos! Estamos organizadas em movimentos sociais, apesar de quererem que permaneçamos no espaço doméstico e das pressões com que lidamos no espaço público. Persistimos na nossa luta por leis progressistas que fortaleçam os nossos direitos formais, apesar da repressão e da violência que enfrentamos dos governos e das instituições religiosas. Somos todas mulheres em resistência celebrando as vitórias que alcançámos! Somos todas mulheres das Filipinas celebrando a aprovação da Lei sobre a Saúde Reprodutiva.

 

Face à violência exercida sobre nós, disemos “Basta”!. Mais uma vez, não esperamos , avançamos  e tomamos as ruas na luta contra todas as formas de violência e a normalização desta violência no seio das nossas sociedades. Denunciamos a violência enquanto elemento estrutural do sistema capitalista, neocolonialista e patriarcal e como um instrumento para controlar as nossas vidas, os nossos corpos e as nossas sexualidades. Somos todas mulheres da India e do Bangladesh a lutar contra a violação, as violências sexuais e a impunidade dos seus autores! Somos todas mulheres Maias a quebrar o silêncio nos tribunais na procura de justiça! Somos todas mulheres Moçambicanas na luta bem sucedida para aprovar a Lei sobre a violência doméstica.

 

Nós, mulheres indígenas, estamos a contra-atacar. Estamos a mobilizar massivamente ao nível local e internacional. Pedimos que os nossos governos respeitem os nossos direitos e os direitos dos nossos povos e territórios, e usamos com criatividade os instrumentos de luta à nossa disposição. Somos todas mulheres B´laan das Filipinas, mulheres Maias, Incas e mestiças da Guatemala a proteger os nossos territórios – a nossa terra e os nossos corpos – da exploração das indústrias mineiras e hidroeléctricas! Somos todas manifestantes de Idle No More e mulheres das primeiras nações do Canadá contestando as discriminações e injustiças históricas sofridas pelos povos indígenas!

 

Nós, jovens mulheres e raparigas, resistimos aos ataques patriarcais: no seio das nossas famílias – onde a noção do que é “apropriado” e “correto” é utilizada para restringir os nossos movimentos -, e no seio da sociedade – onde o nosso acesso à educação, a serviços de saúde reprodutiva e a serviços de saúde pública de qualidade, é limitado ou negado… Continuamos a desafiar estas restrições, a organizar-nos, a debater, a mobilizar-nos e a fortalecer as nossas lutas e dar energia e alento às nossas resistências. Somos todas raparigas do Paquistão a frequentar a escola apesar das ameaças físicas contra nós! Somos todas jovens estudantes do Chile a gritar “não” à privatização da educação e a exigir uma educação livre e de qualidade.

 

Nós, feministas, ainda estamos a lutar pela autonomia sobre os nossos corpos, a nossa sexualidade e a nossa fertilidade. Exigimos a legalização do aborto nesses países onde somos consideradas criminosas por exercer o nosso direito a não sermos mães. Estamos a resistir aos ataques efectuados aos nossos direitos reprodutivos e ao nosso acesso ao aborto, conquistas que obtivemos após décadas de lutas.  Somos todas mulheres da Turquia, aos milhares, erguendo-se  contra as acusações governamentais de que somos assassinas! Somos todas jovens mulheres da Europa a lutar, por todo o Continente, contra retrocessos no nosso direito a aceder a uma Interrupção Voluntária da Gravidez. Somos todas mulheres do Uruguai comemorando a legalização do aborto, ao mesmo tempo que nos mantemos alertas sobre potenciais tentativas de restrição e controlo sobre as mulheres que escolhem exercer esse direito.

 

Nós, activistas nos nossos sindicatos e partidos políticos, desafiamos o sexismo que perdura e a misoginia revelada pelos nossos próprios irmãos de luta , continuando, sempre, a manter a pressão para a inclusão do nosso feminismo anti-capitalista, de base e anticolonialista nos debates, nas declarações e nas lutas. Continuamos a fortalecer-nos colectivamente, a consolidar as nossas alianças e as nossas exigências feministas. Nós somos todas mulheres presentes em espaços de convergência dos movimentos sociais – como, por exemplo, no Firenze 10+10, Itália – afirmando a nossa análise e exigências feministas!

 

Nós, mulheres, estamos a tornar-nos cada vez mais rebeldes face às ofensivas fundamentalistas e conservadoras e à militarização das nossas comunidades. Somos todas mulheres e jovens raparigas do Mali, desafiando a opressão Islâmica ao conduzirmos as nossas motas, ao sairmos das nossas casas para continuar as nossas vidas quotidianas nos espaços públicos, lutando contra a violação, a violência sexual e a impunidade dos agressores! Somos todas mulheres europeias desafiando os nossos governos na luta contra as medidas de austeridade! Somos todas mulheres do Egipto desafiando as ameaças sérias de violência sexual pairando sobre nós, ao regressar de novo aos protestos na praça Tahrir! Somos todas mulheres da Tunísia lutando pela realização das reivindicações da revolução – trabalho, liberdade, dignidade e cidadania -, e contra as tentativas de imposição de mecanismos de discriminação das mulheres desde a infância (jardins-de-infância separados para meninas e meninos, o uso de véu nas escolas primárias, e a promoção do casamento precoce).

 

Nós, mulheres da Marcha Mundial das Mulheres, estamos em marcha neste 8 de Março de 2013, como fizemos durante as 24 horas de Acção Feminista em todo o Mundo a 10 de Dezembro de 2012. Numa onda de acção através dos continentes, estamos a transformar a nossa dor em força!

 

Marcha Mundial das Mulheres, Março de 2013

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